Caridade é dar o que te sobra.   26 de julho de 2009

Um pensamento medíocre e egoísta:

“Não quero muito, só o suficiente para pagar as minhas contas.”

O impressionante é que uma pessoa que pensa assim se considera humilde desprovida de vaidade.

Para mim esta pessoa revela ser a mais egoísta de todas, pois vai dispor de sua vida, de seus talentos, do seu trabalho, visando apenas ter o suficiente para si, o que provavelmente a impossibilitará de praticar a caridade.

Poderá no auge de sua vaidade alegar que nunca pediu nada para ninguém, mas também não conseguiu dar-se por ventura alguma vez deu algo, quando estiver em apuros, vai se vítimizar sentindo-se injustiçado, ou seja, vai cobrar.

Jesus multiplicou os pães para poder dividir e compartilhar com todos. Seguindo este pensamento devemos multiplicar o que temos para realmente praticar a caridade, sem cobrar nada em troca.

Para praticar a caridade é necessário ter condição. E esta condição exige esforço e um profundo amor em realmente fazer mais do que necessário para si, para poder realizar uma genuína doação.

Esquizofrenia   26 de julho de 2009

Devido à novela esta doença está em pauta. Mas o que é exatamente esquizofrenia?

Para você entender melhor, vou traduzi-la de uma forma bem natural e corriqueira.

Quantas vezes você ficou com um pensamento persistente em sua cabeça, acreditando piamente que este pensamento era verdadeiro, mesmo todos a sua volta tentando lhe provar o contrário?

Quantas vezes você desconfiou de alguém, e só sossegou quando todas as evidências lhe provaram o contrário, mas mesmo assim ficou com a pulga atrás da orelha, dizendo que o seu sentimento é contraditório a realidade que se apresenta?

Aumente estes sentimentos e pensamentos milhões de vezes, e poderá ter uma noção do que se passa numa mente esquizofrênica.

Primeiro o esquizofrênico se fecha em suas próprias convicções, o que chamam de delírio, depois ele tentará atuar na vida de acordo com suas convicções, neste momento (dependendo do tipo de alucinação) ele poderá colocar sua vida ou de outras pessoas em risco, é quando as pessoas começam a perceber que há algo de estranho com ele, e a intervenção é obrigatória. Quando a pessoa entra nesses devaneios e sai da realidade objetiva, ela se conecta com o astral atraindo e ampliando de forma desordenada vários pensamentos.

É neste ponto que ela é confundida com um médium em desequilíbrio, o que piora seu estado, porque de alguma forma isto reforça a sua permanência num discurso incoerente, mas agora com um respaldo espiritual.

Todos nós temos estas cisões em nossa mente, o que vai denotar numa doença é apenas o grau em que ele se apresenta.