Homossexualidade 22 de fevereiro de 2008
Vivemos num mundo de polaridades, isto significa que entre um pólo e outro há uma infinidade de possibilidades e variações. Um dos pólos é entre o homem e a mulher. Num pólo extremo está o homem machão, durão, no outro extremo está a mulher extremamente sensível e frágil, se caminharmos entre estes pólos, encontraremos homens sensíveis, mulheres rígidas, da mesma forma a maneira da sexualidade se apresentar vai variando, desde uma pessoa sexualmente potente até a mais assexuada possível, e isto tem haver com a individualidade de cada pessoa, com os diferentes aspectos do ser humano.
Quando classificamos de normal a heterossexualidade e de anormal a homossexualidade, estamos negando e limitando as possibilidades de expressão de vida.
A formulação do casamento nada mais era do que um contrato para garantir patrimônios e herdeiros, ficando a atuação sexual do lado de fora.
Hoje o casamento tem um cunho de amor, de estruturação social através da família e para tal exigesse que haja atração heterossexual, estando o homossexual excluído desta norma, e apresentando até um risco para a manutenção do mesmo. É daí que surge o termo perversão para o homossexual, porque perversão significa ir contra a norma, desviar-se.
Como somos seres sociáveis, e introjetamos valores culturais como sendo valores pessoais para obtermos aceitação e a aderência nesta sociedade, começamos com um processo de adequação, formatação de que somos, e do que é esperado de nós.
Este processo culmina com a dificuldade primordial de aceitação de si.
Então num primeiro momento o homossexual passará por está navalha fina da auto aceitação, começando a questionar todos os valores e expectativas que ele próprio atribuiu para si, e se ver nesta emboscada de que sou afinal? Sou errado, por sentir algo que sempre condenei? Se acredito na instituição familia e até quero ter uma, como farei isso? Se sinto está atração pelo mesmo sexo, então sou um pervertido, um impuro, e por aí vai toda a lista de adjetivos que a pessoa ouviu e acreditou. Se instaurando o conflito de quem ele pensa que é de quem realmente ele é.
Se neste momento ele obter a compreensão e a aceitação da família, facilitará a sua própria aceitação.
Mas normalmente a pessoa só consegue falar para a família, depois que ela já aceitou, já se testou na sociedade, já questionou todos os valores que lhe passaram e foram introjetados e consegue ser sincero com o valor reinante dentro dele: ser ele mesmo.