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	<title>Maura de Albanesi</title>
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	<description>Vida e Consciência</description>
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		<title>Antes do terremoto os Haitianos já morriam de fome. O que mudou?</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 11:09:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando ocorrem tragédias ditas não naturais, aquelas visivelmente provocadas pelo homem, como a guerra, o agravamento da fome, nós não nos solidarizamos, atribuímos a causa a inúmeros fatores, como uma má política do governo por exemplo e através de pensamentos deste teor nos nós isentamos.
Já quando a tragedia é devido a fatores naturais, automaticamente nos sensibilizamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando ocorrem tragédias ditas não naturais, aquelas visivelmente provocadas pelo homem, como a guerra, o agravamento da fome, nós não nos solidarizamos, atribuímos a causa a inúmeros fatores, como uma má política do governo por exemplo e através de pensamentos deste teor nos nós isentamos.<br />
Já quando a tragedia é devido a fatores naturais, automaticamente nos sensibilizamos porque intuitivamente sabemos que todos corremos  o mesmo risco. É despertado em nós o sentido da compaixão: que é exatamente o ato de se colocar no lugar do outro e ao nos colocarmos no lugar do outro imediatamente passamos a ter atitudes solidarias.<br />
O que será que estes desastres naturais estão nos dizendo dentro de um sentido mais amplo?<br />
Vivemos num mundo separatista e individualista. Estes desastres nos dão a oportunidade de nos unirmos, e o mais importante de nos unirmos pelo sentimento de amor ao proximo, independente de fronteiras. Nos unem através do amor mais puro que é justamente o que o nosso planeta está necessitando para encontrar o equilibrio.</p>
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		<title>Feliz 2010</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 15:26:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maura</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Feliz 2010! Ano Novo, novas metas. E se nosso coração teimar em trazer antigas metas não se preocupe elas também ganham  um brilho especial no ano que se inicia, assim é a vida. Mas agora vou compartilhar com vocês uma antiga, nova meta.
Pretendo neste ano manter meu blog mais atualizado com reflexões que nos ajudem a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Feliz 2010! Ano Novo, novas metas. E se nosso coração teimar em trazer antigas metas não se preocupe elas também ganham  um brilho especial no ano que se inicia, assim é a vida. Mas agora vou compartilhar com vocês uma antiga, nova meta.<br />
Pretendo neste ano manter meu blog mais atualizado com reflexões que nos ajudem a compreender a vida em todo o seu esplendor, também pretendo usar o blog para estar mais perto de vocês, conhecer suas opiniões e anseios.<br />
Então conto com todos para realizar a minha meta.<br />
Eu escrevo, e vocês me dizem se este é o caminho. Ah e aguardem novos cursos também virão. Um grande abraço e mais uma vez Feliz 2010</p>
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		<title>Caridade é dar o que te sobra.</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 22:02:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um pensamento medíocre e egoísta:
“Não quero muito, só o suficiente para pagar as minhas contas.”
O impressionante é que uma pessoa que pensa assim se considera humilde desprovida de vaidade.
Para mim esta pessoa revela ser a mais egoísta de todas, pois vai dispor de sua vida, de seus talentos, do seu trabalho, visando apenas ter o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um pensamento medíocre e egoísta:</p>
<p align="center">“Não quero muito, só o suficiente para pagar as minhas contas.”</p>
<p>O impressionante é que uma pessoa que pensa assim se considera humilde desprovida de vaidade.</p>
<p>Para mim esta pessoa revela ser a mais egoísta de todas, pois vai dispor de sua vida, de seus talentos, do seu trabalho, visando apenas ter o suficiente para si, o que provavelmente a impossibilitará de praticar a caridade.</p>
<p>Poderá no auge de sua vaidade alegar que nunca pediu nada para ninguém, mas também não conseguiu dar-se por ventura alguma vez deu algo, quando estiver em apuros, vai se vítimizar sentindo-se injustiçado, ou seja, vai cobrar.</p>
<p>Jesus multiplicou os pães para poder dividir e compartilhar com todos. Seguindo este pensamento devemos multiplicar o que temos para realmente praticar a caridade, sem cobrar nada em troca.</p>
<p>Para praticar a caridade é necessário ter condição. E esta condição exige esforço e um profundo amor em realmente fazer mais do que necessário para si, para poder realizar uma genuína doação.</p>
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		<title>Esquizofrenia</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 21:59:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Devido à novela esta doença está em pauta. Mas o que é exatamente esquizofrenia?
Para você entender melhor, vou traduzi-la de uma forma bem natural e corriqueira.
Quantas vezes você ficou com um pensamento persistente em sua cabeça, acreditando piamente que este pensamento era verdadeiro, mesmo todos a sua volta tentando lhe provar o contrário?
Quantas vezes você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Devido à novela esta doença está em pauta. Mas o que é exatamente esquizofrenia?</p>
<p>Para você entender melhor, vou traduzi-la de uma forma bem natural e corriqueira.</p>
<p>Quantas vezes você ficou com um pensamento persistente em sua cabeça, acreditando piamente que este pensamento era verdadeiro, mesmo todos a sua volta tentando lhe provar o contrário?</p>
<p>Quantas vezes você desconfiou de alguém, e só sossegou quando todas as evidências lhe provaram o contrário, mas mesmo assim ficou com a pulga atrás da orelha, dizendo que o seu sentimento é contraditório a realidade que se apresenta?</p>
<p>Aumente estes sentimentos e pensamentos milhões de vezes, e poderá ter uma noção do que se passa numa mente esquizofrênica.</p>
<p>Primeiro o esquizofrênico se fecha em suas próprias convicções, o que chamam de delírio, depois ele tentará atuar na vida de acordo com suas convicções, neste momento (dependendo do tipo de alucinação) ele poderá colocar sua vida ou de outras pessoas em risco, é quando as pessoas começam a perceber que há algo de estranho com ele, e a intervenção é obrigatória. Quando a pessoa entra nesses devaneios e sai da realidade objetiva, ela se conecta com o astral atraindo e ampliando de forma desordenada vários pensamentos.</p>
<p>É neste ponto que ela é confundida com um médium em desequilíbrio, o que piora seu estado, porque de alguma forma isto reforça a sua permanência num discurso incoerente, mas agora com um respaldo espiritual.</p>
<p>Todos nós temos estas cisões em nossa mente, o que vai denotar numa doença é apenas o grau em que ele se apresenta.</p>
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		<title>Rivalidade entre irmãos</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 14:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Antigamente havia a questão do primogênito, este tinha além de maiores regalias afetivas a herança garantida, restando quase nada aos demais filhos. Ao primogênito era lhe dado a herança Divina da família, este tinha a incumbência da descendência.  Relata a Bíblia a história dos primeiros filhos de Eva, Caim e Abel. Caim era lavrador e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial">Antigamente havia a questão do primogênito, este tinha além de maiores regalias afetivas a herança garantida, restando quase nada aos demais filhos. Ao primogênito era lhe dado a herança Divina da família, este tinha a incumbência da descendência.<strong><span>  </span><o :p></o></strong></span><span style="font-family: Arial">Relata<strong> </strong>a Bíblia a história dos primeiros filhos de Eva, Caim e Abel. Caim era lavrador e Abel pastor de ovelhas. Caim trouxe uma oferta ao Senhor, assim como Abel. Mas o Senhor<span>  </span>agradou-se da oferta de Abel, e não se agradou da oferta de Caim. Caim leva Abel ao campo e mata-o.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial">Outra história: Israel tinha 17 filhos e amava mais a José porque era filho de sua velhice e lhe presenteou com uma túnica. Os irmãos o odiavam. José contou para eles um sonho em que via todos os irmãos encurvando-se para ele. E os irmãos disseram: Reinará ele sobre nós? E o odiaram ainda mais. E armaram um plano para matá-lo. Só que ao invés de matá-lo venderam-no como escravo. José passa a ser governador do Egito e o seu sonho se concretizou.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial">Nestas duas histórias vemos a rivalidade entre irmãos, devido a<span>  </span>necessidade de sentirem amados e preferidos pelos pais.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial">Até recentemente na Europa em especial na Espanha um filho é eleito pelos pais para cuidar deles até o final da vida, ficando este com uma herança maior e os demais filhos saem de casa para fazerem a própria vida. O critério da escolha é aquele que mais se afina com os pais ou o primeiro filho. Este passa a manter os costumes da família.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial">A ordem organizacional de uma família se constitui na autoridade dos pais e na igualdade entre irmãos. Quando esta igualdade se vê abalada, surge o sentimento de ciúmes e competição para ver quem será o melhor, quem reinará no coração dos pais. <o :p></o></span><span style="font-family: Arial">Este sentimento pode ser aumentado de acordo com as atitudes dos pais, quando estimulam a competição no intuito muitas vezes, de um irmão se espelhar no comportamento do outro irmão, por exemplo ao dizer: Porque você não se comporta tão bem quanto seu irmão? Olha ele, arruma seu quarto, e você não, ele é bom e você é mau.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial">Estas atitudes ao invés de gerar motivação para melhorar o comportamento, só instigam a inveja, o ciúmes, raiva, rivalidade e comportamentos totalmente opostos aos esperados pelos pais. Estes acreditam que a competição os fará se esforçarem para melhorarem. Mas isto apenas contribui para a diminuição da auto – estima, e para se afastarem ou atacarem o objeto odiado: o irmão.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial">Na realidade o que falta é<span>  </span>o respeito, a individualidade de cada um.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial">No fundo os pais tendem a ver a família como uma coisa só, e os pertencentes da mesma como iguais. Qualquer um que se diferencie será rejeitado e o amor posto sob condições.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial">A fantasia é que se por ventura não tivesse irmãos, o filho único bastaria para agradar estes pais. Por isto é comum o ciúme de uma criança na chegada de um irmãozinho, como se os pais tivessem lhe dizendo: você não é suficientemente bom para nós, precisamos de mais.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial">Cada filho ocupa um lugar na constelação familiar, este lugar é demarcado pelo nascimento, e lhe traz direitos iguais porém deveres diferentes.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial">Na antroposofia estuda-se o perfil psicológico do primeiro, segundo e terceiro filho, que são:<o :p></o></span><span style="font-family: Arial"> <o :p></o></span><strong><span style="font-family: Arial">Primeiro Filho: </span></strong><span style="font-family: Arial">recebe maior atenção, cuidados e expectativas especiais, cabendo a este manter os costumes, normalmente são mais apegados a família, na falta dos pais são eles que tomam a iniciativa para manterem a família unida, promovendo encontros, seria o chão da casa.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial"> <o :p></o></span><strong><span style="font-family: Arial">Segundo Filho: </span></strong><span style="font-family: Arial">seria as paredes da casa, o que irá unir o céu a Terra, normalmente são os que ficam em cima do muro diante de situações decisórias, realizando um papel de intermediário.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial"> <o :p></o></span><strong><span style="font-family: Arial">Terceiro Filho: </span></strong><span style="font-family: Arial">é considerado o teto da casa, aquele que foge dos padrões da família, é comum o sentimento de não pertencerem a esta família, são pessoas mais voltadas ao futuro e lançam-se em empreitadas diferentes da família.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial"> <o :p></o></span><strong><span style="font-family: Arial">Quarto Filho: </span></strong><span style="font-family: Arial">tem a mesma dinâmica do primeiro só que mais acentuada.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial"> <o :p></o></span><strong><span style="font-family: Arial">Quinto Filho: </span></strong><span style="font-family: Arial">semelhante ao segundo.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial"> <o :p></o></span><strong><span style="font-family: Arial">Sexto Filho: </span></strong><span style="font-family: Arial">semelhante ao terceiro.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial"> <o :p></o></span><span style="font-family: Arial">E assim por diante.<o :p></o></span><span style="font-family: Arial">Muitas vezes a rivalidade se instaura quando esses papéis não são respeitados, o segundo filho quer ocupar o lugar do primeiro por exemplo.<o :p></o></span><span style="font-size: 12pt; font-family: Arial">A rivalidade diminui quando há respeito pela individualidade e pelo lugar que cada um ocupa, estimulando os pontos favoráveis, sem utilizar o outro como exemplo de comportamento almejado, bem como pela igualdade de afeto e regalias que os pais propiciam, isto não quer dizer dar o mesmo para todos, mas dar para cada um, o que este necessita.</span></p>
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		<title>Relacionamento entre Homem e Mulher</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 20:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje em dia as pessoas vão morar só, para adquirir independência. Os casais começam a morar juntos, para experimentar a vida a dois, antes de assumir um compromisso de casamento, e muitas vezes só pensam em se casar com a idéia de um filho.
A duração da relação está intrinsecamente ligada a intensidade e a profundidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Hoje em dia as pessoas vão morar só, para adquirir independência. Os casais começam a morar juntos, para experimentar a vida a dois, antes de assumir um compromisso de casamento, e muitas vezes só pensam em se casar com a idéia de um filho.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">A duração da relação está intrinsecamente ligada a intensidade e a profundidade da relação, quando isso se esvai, a relação termina, alegando incompatibilidade de gênio.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">E é justamente na busca desta profundidade, que os casais caem na própria armadilha.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Esperam por uma comunicação aberta, onde tudo deve ser partilhado com o parceiro, desde os seus casos antigos, até casos atuais, não suportam o sentimento de ser excluído da intimidade do outro, quando são traídos querem saber os detalhes, apresar de sofrido, atenua o sentimento de exclusão. Neste desejo de transparência doentia esconde-se o desejo de controlar o parceiro. A lealdade absoluta além de cruel é grosseira.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Em nome da liberdade, onde cada um faz o que deseja, como se isso fosse possível, o desejo é ilimitado, o homem está fadado a escolher e portanto a lidar com frustrações. Ao tentar negar isso e erguer a bandeira da liberdade total, reflete a dificuldade da entrega amorosa, numa tentativa de fugir da dor da possibilidade de perda.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Esta falsa noção de independência, não dar satisfação de seus atos, como prova de independência (sendo que querer bem também é dar satisfação ao outro). Ignorando os sentimentos do outro faz com que a pessoa se coisifique e consequentemente perde-se o prazer de estar junto, admiração cai, o tédio vem e para sair disto, só mesmo numa outra relação.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Acredita-se que num relacionamento amoroso não pode haver trincas, uma pequena falha, e a relação está condenada a morte, é a frustração zero, é esquecer que frustração, não é desvio, mas faz parte da bagagem humana.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Para não enfrentar estas dores e decepções a pessoa pode optar para viver só na paixão, que é intensa, curta e de pouca profundidade, pois quando o sentimento de tristeza pedir acolhimento não o encontrará nesta relação, assim como os projetos de vida que naturalmente se faz, não há guarida nesta paixão que é apenas infinita enquanto dura.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Ou a pessoa pode se isolar, vivendo uma vida de eremita, cuja sociedade de hoje possibilita que a pessoa possa até trabalhar sem travar nenhuma relação íntima com alguém.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Mas o que é exigido de nós para termos um bom relacionamento? Já que no fundo é isso mesmo que queremos? Ninguém nasceu para viver sozinho. Crescemos na interação com o outro. A alma conclama por vier um amor. Mas logo vem o medo de perder a liberdade: Amar ou ser livre? Abrir mão de si para o outro entrar?</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">A mulher durante muito tempo foi submetida ao homem, conquistou a independência e perdeu a singeleza de ser mulher, por conseguinte o homem não sabe mais qual é o seu papel. Estamos num momento histórico único, da relação entre homem e mulher, não temos referencial do passado em como devemos agir, apenas do que não queremos fazer, o que já é um inicio.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">O que faz nascer uma historia de amor? O milagre do feitiço entre dois olhares, que passam a se desejar e a temer a perda&#8230; Talvez nunca consigamos explicar o que mobiliza essas reações, mas podemos identificar a trajetória amorosa.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Acredito que esta atração se dá de forma totalmente inconsciente, e que é a sabedoria interna de cada um, que elege o parceiro, num impulso genuíno de evolução. É como se soubéssemos que aquela pessoa tem algo que nos auxiliará nos processos evolutivos do nosso ser. E uma das maiores felicidades do homem é quando ele se reconhece crescendo, evoluído enquanto pessoa.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">É deste impulso que surge a curiosidade inicial de saber mais sobre o outro. O encanto dos primeiros encontros é perceber o interesse do outro em ouvir e ser ouvido, em estar agradando, podendo ser espontâneo e perceptivo. O que torna essas conversas transformadoras, elucidativas, amplia a percepção do mundo e permite entrar em contato com os sentimentos, provocando prazer e admiração<span>  </span>pelo outro, pelas suas habilidades. Surgindo aquele olhar de admiração, de afeto, de confirmação das qualidades, o espelho preferido de todos, que enaltece o que o outro tem de melhor, isto faz se sentir sedutor e atraente e estimula o desejo de ficar junto.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">O que fazer para manter uma historia de amor?</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">É claro que aqui exige mais esforço, dedicação, cuidados especiais, maturidade e segurança em si.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Falar claramente com o parceiro, expor o desejo sem que este seja uma ordem, ou ficar esperando adivinhações, perguntar sempre o que o outro deseja.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">A gratidão é uma forma de expressão do amor, reconhecer as gentilezas e retribuí-las, reforça os laços afetivos, algumas pessoas desvalorizam o que recebem pois confundem gratidão com fragilidade.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Perceber que é nas diferenças individuais que podem ampliar a percepção de mundo e crescer, não querer impor a sua razão, mas compreender a maneira do outro ser, respeitar, e se mostrar realmente interessado no que o outro faz.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">A admiração inicial que se tem por alguém, reflete exatamente o que nos falta, e durante a relação tenderemos e criticar e a denegrir determinadas atitudes, caso não venhamos a desenvolve-las em nós, e para isso requer auto-conhecimento de suas próprias limitações, amorosidade com sigo e tolerância.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><span> </span>Ninguém sabe tudo sobre si mesmo, portanto não podem ter a arrogância de achar que já sabe tudo do outro, pois isso acaba com o interesse e causa distanciamento. Poder ouvir o outro com o mesmo interesse inicial fortalece e mantém os laços afetivos, pois as pessoas mudam, o homem de hoje não é mais o jovem de ontem. Manter acessa a chama do interesse, da curiosidade, da admiração, é manter o amor em profunda efusão.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Saber que temos condições internas para lidar com as frustrações, e decepções, nos colocam em contato direto com a realidade de que a matéria amorosa é elástica, flexível, portanto não trinca. Na primeira discussão, não quebra com as dificuldades da relação, pelo contrario se fortalece e cria vínculos duradouros, onde poderemos dizer que o amor é companheiro, amigo, amante, materno, mantém núncias da paixão. É o amor sob a forma de solidariedade.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Numa relação amorosa não existem garantias, o que existe são os riscos inevitáveis dessa viagem de rumo incerto, é poder estar totalmente aberto para o que vier e aprender a lidar com o desejo de controlar tudo, afinal somos aprendizes do amor.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">É na busca insana de segurança, que se cria laços de dependência, submissão, domínio, é por esta via que o amor escapa, dando lugar ao tédio e a falta de interesse.</font></p>
<p align="left"><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'">Antigamente amar era estar inserido um no outro, um dentro do outro, onde inevitavelmente um perde a individualidade e o outro se sente sobrecarregado. Com medo desta inserção total, criou-se a individualidade total, cada um por si, neste caso não há relação. Hoje é necessário manter a individualidade, com alguns pontos incomuns que unirá este casal, sem que um se perca no outro, mas cresça com o outro, só desta maneira poderemos entender e viver o amor livremente.<span>                                      </span></span></p>
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		<title>Homossexualidade</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 19:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivemos num mundo de polaridades, isto significa que entre um pólo e outro há uma infinidade de possibilidades e variações. Um dos pólos é entre o homem e a mulher. Num pólo extremo está o homem machão, durão, no outro extremo está a mulher extremamente sensível e frágil, se caminharmos entre estes pólos, encontraremos homens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Vivemos num mundo de polaridades, isto significa que entre um pólo e outro há uma infinidade de possibilidades e variações. Um dos pólos é entre o homem e a mulher. Num pólo extremo está o homem machão, durão, no outro extremo está a mulher extremamente sensível e frágil, se caminharmos entre estes pólos, encontraremos homens sensíveis, mulheres rígidas, da mesma forma a maneira da sexualidade se apresentar vai variando, desde uma pessoa sexualmente potente até a mais assexuada possível, e isto tem haver com a individualidade de cada pessoa, com os diferentes aspectos do ser humano.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Quando classificamos de normal a heterossexualidade e de anormal a homossexualidade, estamos negando e limitando as possibilidades de expressão de vida.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">A formulação do casamento nada mais era do que um contrato para garantir patrimônios e herdeiros, ficando a atuação sexual do lado de fora.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Hoje o casamento tem um cunho de amor, de estruturação social através da família e para tal exigesse que haja atração heterossexual, estando o homossexual excluído desta norma, e apresentando até um risco para a manutenção do mesmo. É daí que surge o termo perversão para o homossexual, porque perversão significa ir contra a norma, desviar-se.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Como somos seres sociáveis, e introjetamos valores culturais como sendo valores pessoais para obtermos aceitação e a aderência nesta sociedade, começamos com um processo de adequação, formatação de que somos, e do que é esperado de nós.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Este processo culmina com a dificuldade primordial de aceitação de si.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Então num primeiro momento o homossexual passará por está navalha fina da auto aceitação, começando a questionar todos os valores e expectativas que ele próprio atribuiu para si, e se ver nesta emboscada de que sou afinal? Sou errado, por sentir algo que sempre condenei? Se acredito na instituição familia e até quero ter uma, como farei isso? Se sinto está atração pelo mesmo sexo, então sou um pervertido, um impuro, e por aí vai toda a lista de adjetivos que a pessoa ouviu e acreditou. Se instaurando o conflito de quem ele pensa que é de quem realmente ele é.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Se neste momento ele obter a compreensão e a aceitação da família, facilitará a sua própria aceitação.</font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 9pt; text-align: justify" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">Mas normalmente a pessoa só consegue falar para a família, depois que ela já aceitou, já se testou na sociedade, já questionou todos os valores que lhe passaram e foram introjetados<strong> </strong>e consegue ser sincero com o valor reinante dentro dele: ser ele mesmo. </font></p>
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